Espécies nativas são retiradas da orla onde será aberta a Avenida Beira-Mar ao norte de Balneário Piçarras






TODAS AS ESPÉCIES
Todas as espécies de Fauna e Flora estão sendo catalogadas e remanejadas para um novo espaço até o fim da obra, quando ocorrerá o reflorestamento.





As obras de ampliação da Avenida José Temístocles de Macedo, popular Beira-Mar, em Balneário Piçarras atingiu uma nova fase. Neste momento toda a Fauna e Flora nativa localizada no trecho estão sendo catalogadas e remanejadas para serem reaproveitadas. A retirada das espécies teve início na última semana e faz parte do Plano de Recuperação de Área Degradada elaborado para o local.



Todo o processo de catalogação, retirada, realocação e o replantio da flora está sendo realizado pelas empresas Cia do Verde e Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, vencedoras do processo licitatório para o trabalho. “As empresas estão localizando a flora nativa, retirando a espécie e armazenando em um espaço que garanta sua sobrevivência para que no fim da obra possa ser utilizadas para o reflorestamento das margens da nova avenida”, explica o presidente da Fundação do Meio Ambiente (Fundema), Marcos Zaleski.



Quanto a fauna, os materiais encontrados serão realocados sem que haja interferência para a espécie. “Eventuais ninhos, por exemplo, podem ser encontrados. Então será feita a retirada e realocação na restinga ao lado de forma que não afete a espécie”, pontuou Marcos. A Fundema está acompanhando todo o processo que deve ser finalizado em até trinta dias.







Obra protegerá a restinga delimitando área



O estudo ambiental realizado pelas empresas contratadas revelou que a obra auxiliará a proteção da restinga, estimulando sua função protetora da costa, demarcando uma faixa considerável de restinga, de 30 a 40 metros. “O modelo proposto garantirá a proteção e recuperação da restinga, através de uma delimitação física de vegetação com passarelas elevadas, além da remoção de espécies invasoras e reposição de mudas de restinga nativa nos trechos”, frisou o presidente da Fundema.



De toda a área compreendida pelo projeto, 58,48% possui área livre de vegetação nativa, ou seja, já são estradas, trilhas ou calçadas. O restante é dividido em espécies nativa (5,38%), vegetação herbácea (35,68%) e vegetação exótica (0,46%). O trecho de supressão de vegetação é de 18.612 m² e a área de recuperação de restinga previsto chega a 89.910 m². "Este será o maior projeto de recuperação de restinga da nossa cidade, sendo incorporado as ações já desenvolvidas pelo Programa Restinga Preservada, Nossa Praia Protegida.", concluiu Marcos.





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