Projeto do IMP Piçarras prevê o recolhimento das cascas de coco verde consumidos na orla para trituração e compostagem

O Instituto do Meio Ambiente de Balneário Piçarras (IMP) apresentou nesta quarta-feira, 23, um projeto de coleta seletiva de cascas de coco verde para compostagem. O projeto prevê o recolhimento do material dos 17 quiosques da beira-mar às sextas, sábados e domingos. Durante a temporada de verão são geradas em torno de 3,6 toneladas de cascas de coco verde por semana, recolhidas pela Secretaria de Obras da prefeitura e enviadas para destinação final em aterros sanitários. 


“Com o sistema que estamos propondo para implementação, esse resíduo será recolhido em cada quiosque e triturado diretamente no caminhão da coleta. Depois, encaminhado para a Central de Compostagem, que é parte do Projeto Recicla Aí”, explicou Miguel. Um dos benefícios da iniciativa é a diminuição dos resíduos na praia e a redução do gás metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa. Com a redução do volume de resíduo, haverá economia de custos operacionais da coleta convencional e destinação final no aterro sanitário, em cerca de R$ 4 mil reais por mês.


O objetivo é, posteriormente, utilizar o material triturado para integrar a produção da central de compostagem do município, que tem o projeto desenvolvido pelo IMP. A central produzirá adubo por meio do processo de secagem do coco e da mistura com sobras de alimentos. Dentro de 60 dias, o adubo estará pronto para ser utilizado em hortas escolares, arborização e aos habitantes que contribuírem com a coleta seletiva. 


“Para efetivar a implementação deste sistema ainda é necessário a aquisição de contentores para a coleta seletiva na praia e ações de educação ambiental para orientar a população sobre a correta destinação da casca após o consumo”, completa o biólogo. Aproximadamente 80% do lixo coletado nas praias são de cascas de coco. A disposição regular nos contentores,  com a reorganização do método de coleta, agilizará o processo de limpeza da praia, realizado diariamente pela Secretaria de Obras. 


O projeto é em parceira com a Construtora Rôgga, que fez o investimento inicial de cerca de R$ 8 mil reais. “Essa ação foi uma das que patrocinamos junto com o programa Bandeira Azul, onde o projeto do triturador foi apresentado. A gente agradece a oportunidade de poder colaborar com o município e ajudar com um equipamento que vai agregar também à questão ambiental”, destacou a analista de marketing da Rôgga Empreendimentos, Deise Ferraz Kluck.




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